Enquanto isso…
Enquanto isso…
Coisas de verdade acontecem,
Pessoas embriagam-se,
Planos se desfazem
Por si só
Ao amanhecer
Olha-se no espelho
A imagem não é a mesma
Do dia anterior
E você nem percebeu
Mas o sol se põe
Já vai anoitecer
Talvez a lua brilhe
E invada o seu mundo,
Incapaz de reagir
Novamente, embriagado
Enquanto isso…
Sentimentos transbordam
E confundem-se
Por não caberem do lado de dentro
Pessoas distraem-se
Constata-se, então, que,
Há mais vida
Do que seria capaz de supor,
Mais escritos
Do que jamais poderia compor
E tudo que acredita inconcebível
É justamente o inverso:
Tens controle sobre a própria dinâmica
E naquela conversa
Teus olhos cheios de lágrimas
Deixaram os meus marejados
Novamente, confusos

Adorei!!
Só não sei o que comentar. Sou tão ruim pra isso!
Desculpa, querida…
Vê, que intimista. Nesse poema há uma série de constatações sobre a vida que só podem ser feitas através da poesia. Por ele se passar durante o “enquanto isso”, a ideia que eu tenho é de que há uma eternidade contida nele, mas que ela passa imperceptível. Descobri que você usa a poesia como confissão. Isso seria ruim se você não soubesse (e olha que sabe!) que a linguagem poética não precisa da sua vida para existir, mas você precisa dela pra viver. Beijos! Amo você!