Enquanto isso…

Enquanto isso…

Coisas de verdade acontecem,

Pessoas embriagam-se,

Planos se desfazem

Por si só

Ao amanhecer

Olha-se no espelho

A imagem não é a mesma

Do dia anterior

E você nem percebeu

Mas o sol se põe

Já vai anoitecer

Talvez a lua brilhe

E invada o seu mundo,

Incapaz de reagir

Novamente, embriagado

Enquanto isso…

Sentimentos transbordam

E confundem-se

Por não caberem do lado de dentro

Pessoas distraem-se

Constata-se, então, que,

Há mais vida

Do que seria capaz de supor,

Mais escritos

Do que jamais poderia compor

E tudo que acredita inconcebível

É justamente o inverso:

Tens controle sobre a própria dinâmica

E naquela conversa

Teus olhos cheios de lágrimas

Deixaram os meus marejados

 Novamente, confusos

~ por ourblog2 em Janeiro 1, 2010.

2 Respostas to “Enquanto isso…”

  1. Adorei!!
    Só não sei o que comentar. Sou tão ruim pra isso!
    Desculpa, querida…

  2. Vê, que intimista. Nesse poema há uma série de constatações sobre a vida que só podem ser feitas através da poesia. Por ele se passar durante o “enquanto isso”, a ideia que eu tenho é de que há uma eternidade contida nele, mas que ela passa imperceptível. Descobri que você usa a poesia como confissão. Isso seria ruim se você não soubesse (e olha que sabe!) que a linguagem poética não precisa da sua vida para existir, mas você precisa dela pra viver. Beijos! Amo você!

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