O som do caos
Marrom
Frustração
Os teus dias, cinzas
Você, pensativo
Eu, apreensiva
Nenhuma notícia
Distância quase intransponível
Como uma seqüência alternada
De semibreves e colcheias
(E sei que isso vai passar)
Vermelho
Solidão
Os meus dias, gélidos
Eu, angustiada
Você, introspectivo
Nada acontece
Não descubro o sentido
Perdi a razão
E como uma figura de pausa,
Silencio
(Mas saiba que isso também vai passar)

V, desta vez você abusou do óbvio. Não faça confissões tão claras, deixe nas entrelinhas. Você sabe fazer tudo isso, mas está em um momento estranho. Não volte ao passado, lembre-se do quanto evoluiu, literariamente falando, e portanto, deixe essas besteiras sentimentais para poetas que não conhecem a força do acaso.
É claro que eu gostei. As imagens, os símbolos são precisos, e a linguagem é precisa. Mas faltou o precioso.
Eu amo você!
Lembrei de uma citação de filme que “If it wasn’t for this, it would be something else”
E continuemos a escrever…
Beijos
Descordo da amiga do primeiro comentário : O óbvio seduz, num mundo onde todo mundo tenta fazer o oposto do que as convenções sociais exigem.
Cabe ao leitor se auto-inserir nesse ambiente psicodélico com um passado e um presente em total desarmonia: dualidade.
E é isso que eu entendo por poesia. A alma do verbo, sem que isso, te prenda a qualquer mera concordância ou pleonasmo.
O importante é nunca ser mais do mesmo.
Beijos!
“In the finished article, the only thing that is important is whether it moves you or not. There is nothing else that is important at all.” Roger Waters